NOVO GOVERNO: Um ausente de “peso” chamado José Pacheco

– Pacheco foi o cidadão moçambicano mais ministeriável de sempre

 

Quando estava ainda a ser feito o novo Governo, embora não se conhecessem os nomes, havia pelo menos a certeza de que José Pacheco, um dos filhos mais queridos do país e o homem que mais mandatos no Governo teve, poderia ser reconduzido para mais um, mas não.

Texto: Dossiers & Factos

Pelo menos, da primeira naipe dos ministros de Filipe Nyusi neste mandato não faz parte. É a primeira vez, nos últimos vinte e poucos anos, que José Pacheco fica de fora do executivo, depois de no último mandato ter ocupado as pastas da Agricultura e Segurança Alimentar e dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Com uma história como dirigente que data da década 80, José Pacheco chegou ao Governo nos anos 90, pela mão de Alberto Chissano. Na altura, foi nomeado vice- -ministro da Agricultura e Pescas, no período de 1995 a 1998. Depois foi nomeado governador da província de Cabo Delgado, de 1998 até Fevereiro de 2005.

Desde então, passou de ministério em ministério, nos mandatos de Chissano, Guebuza e Nyusi, tendo já ocupado as pastas de ministro do Interior (2005 a 2009), ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, (entre 2010-2014 e 2015-2017), ministro dos Negócios Estrangeiros (2017-2019).

Durante este período, foram-lhe confiadas outras missões no Governo, como a de chefe da missão dos negociadores do executivo no diálogo com a Renamo, na era Guebuza.

Antes de se tornar o cidadão moçambicano mais ministeriável de sempre, Pacheco foi, de 1981 a 1990, director provincial de Agricultura da Província da Zambézia, e, a partir de 1984, acumulou o cargo com as funções de membro do Conselho de Administração da Sociedade Argelina Moçambicana de Florestas (SAMOFOR).

De 1990 a 1995, foi director nacional de Desenvolvimento Rural, tendo em 1992 e 1994 acumulado as funções de membro do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Desenvolvimento da Indústria Local (IDIL) e de Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Cereais de Moçambique.

Para além de Pacheco, ficam fora do Governo nomes como Joaquim Veríssimo, Conceita Sortane, Vitória Diogo, esta última que poderá estar a contas com a Justiça; Jorge Nhambiu, Eusébio Lambo, Silva Dunduro, Higino de Marule, entre outros. Apenas sete ministros sobreviveram.

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