Nyusi promete ponte sobre o rio Incomati

– À populacao do distrito de Magude

 

No âmbito do balanço do quinquénio, o Presidente da República, Filipe Nyusi, realizou uma visita presidencial à província de Maputo, entre os dias 18 e 19 de Julho, onde, para além de agradecer o apoio que os moçambicanos prestaram durante o presente quinquénio, ouviu as preocupações da população e entregou algumas infra-estruturas de capital importância para o desenvolvimento.

Texto: Neuton Langa

Filipe Nyusi teve como porta de entrada o distrito de Magude, a norte da província de Maputo, onde a população clama pela construção de uma ponte sobre o rio Incomati, pois a única ponte que garante a ligação da vila sede daquele distrito ao resto do país está obsoleta e possibilita apenas a passagem de carros de um sentido de cada vez, isso quando não estiver a passar nenhuma locomotiva.

É um pedido antigo, que alguns dizem ter sido feito aos governos de Armando Guebuza e Joaquim Chissano, mas que nenhum conseguiu responder. Aliás, trata-se de uma promessa que Nyusi havia feito durante a campanha eleitoral de 2014, por isso a população tratou de recordá-lo.

Em jeito de resposta, o Chefe do Estado, Filipe Nyusi, tranquilizou a população de Magude, anunciando que já está em curso o estudo de viabilidade para a construção da ponte sobre o rio Incomati, orçada em 25 milhões de dólares, e a mesma terá 500 metros de comprimento.

Filipe Nyusi reconheceu a demora e deu a mão à palmatória, mas esclareceu que foi por uma razão de força maior e sempre pensando no bem-estar do povo. Segundo ele, o Governo optou por garantir as necessidades básicas do distrito ao invés da ponte, mas garantiu à população que a materialização daquele desiderato faz parte das suas prioridades para os próximos cinco anos.

“Preferimos aumentar o número de furos de água para 45, salas de aulas com as devidas carteiras, expansão da rede eléctrica nacional, centros de saúde, entre outras realizações com impacto directo na vida das pessoas”, referiu Nyusi.

Naquele ponto do país, escalou o posto administrativo de Padjane, que dista 40 km da vila sede, onde visitou uma feira agro-pecuária em que estavam expostas as potencialidades produzidas na província de Maputo.

A população começou por louvar os esforços do PR e do seu governo pela alocação de meios de transporte, reparação de postos de abastecimento de água e construção de salas de aulas e bloco administrativo na escola primária local.

A população pede ainda a construção do dique sobre o rio Bazitone, a resolução do conflito homem-fauna bravia e a necessidade da expansão da corrente eléctrica e da rede de abastecimento de água.

Celso Hunguana, residente do posto administrativo de Padjane, pediu a elevação do Centro de Saúde de Magude para a categoria de hospital distrital, porque, devido à falta de certos equipamentos, condições e profissionais qualificados, há certas doenças que não são tratadas naquela unidade sanitária.

Elsa Macamo, também residente no posto administrativo de Padjane, apelou ao PR para criar políticas de habitação de baixo custo para os jovens e propôs a expropriação de infra-estruturas abandonadas na vila sede de Magude, por considerar que estas servem de esconderijos para malfeitores.

Relativamente ao pedido de elevação da unidade sanitária local à categoria de unidade de saúde de nível distrital, o PR lembrou àquela população que um dia antes, ou seja, no passado dia 17 de Julho, havia lançado uma iniciativa presidencial denominada “Um Distrito, Um Hospital”, que vai permitir a construção de 90 hospitais em igual número de distritos do país.

De salientar que ainda neste ponto do país, o PR inaugurou a repetidora da Rádio Moçambique, que vai garantir que o sinal da rádio pública chegue a toda a população do distrito, e manteve um encontro com os professores primários, que pediram melhores condições de trabalho e falaram da necessidade de diminuir o rácio professor-aluno, que está situado em 60 alunos para um professor.

População de Mulotana clama por enérgica eléctrica

No segundo dia da sua visita, o PR escalou o posto administrativo de Mulotana, distrito de Boane, onde a população clama pela expansão da rede eléctrica e rede de abastecimento de água potável para abranger alguns bairros daquele ponto do país. Igualmente, pediram a construção de uma estrada que poderá ligar a EN4 ao bairro de Malhampsene.

No entanto, Nyusi respondeu que das 325 mil ligações que são necessárias para a província de Maputo, 17 mil ligações novas seriam feitas até ao fim de 2019, e que o posto administrativo  de Mulotana era um dos contemplados.

Oliveira Bile, residente do bairro Mavoco, disse, na ocasião, que os jovens daquele ponto do país trabalham e estudam nas cidades da Matola e Maputo, sendo que diariamente são transportados em condições desumanas, em “my loves”, como se fossem mercadoria, por falta de estrada em condições.

“Pedimos a expansão da rede de abastecimento de água potável, porque compramos água muito cara. Um bidão de 20 litros chega a custar 13 meticais, e um tanque de água com 500 litros custa mil meticais, o que é insustentável para maior parte de nós”, desabafou.

Em jeito de resposta, o PR disse que, no ano passado, foi lançado um programa denominado “Energia Para Todos”, avaliado em USD 208 milhões”, o qual pretende  expandir a energia para todos os distritos do país.

Fez saber que, na província de Maputo, estão previstas 325 mil novas ligações, das quais 17 mil serão feitas ao longo deste ano.

“Só para termos uma ideia, no  distrito de Boane, prevê-se que sejam feitas cerca de 53 mil novas ligações”, garantiu o Chefe do Estado.

Prometeu ainda constituir um centro de saúde naquele posto administrativo e  uma escola secundária para o bairro Mavoco, distrito de Boane.

Com relação à construção da estrada, Nyusi reconheceu o trabalho feito pelos municípios de Boane e Matola, que tudo fazem para asfaltar as estradas, apesar das baixas receitas que estes arrecadam; e com o pouco que o Governo central canaliza para os seus orçamentos, eles conseguem asfaltar algumas entradas.

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