Omar Mithá entre os 25 líderes influentes na indústria do gás e petróleo em África

Foi eleito igualmente Executivo do Ano na África Subsaariana

O economista moçambicano e antigo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) Omar Mithá, que recentemente foi nomeado conselheiro do Presidente da República para área económica, acaba de ser reconhecido como um dos 25 líderes e influenciadores em África na indústria do Petróleo e Gás, pela Câmara Africana de Energia, e considerado Executivo do Ano ao nível da África Subsaariana pela Conferência Internacional de Petróleo da África Subsaariana (SAIPEC).

Texto: Reginaldo Tchambule

Apesar de ter cessado funções em 28 de Janeiro último, os feitos de Omar Mithá à frente da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) continuam a ser reconhecidos a nível nacional e internacional.

Segundo apurou o Dossiers & Factos, o economista, que actualmente exerce as funções de conselheiro do Presidente da República, Filipe Nyusi, para a área económica, é uma das 25 pessoas mais influentes no ramo de petróleo e gás ao nível do continente africano, segundo a Câmara Africana de Energia (CEA).

Na lista de 25 personalidades e líderes do sector, Omar Mithá, que dirigiu a ENH por mais de quatro anos e meio, aparece na confortável décima posição, num “naipe” que conta com alguns presidentes, ministros do sector, príncipes, bancários, gestores de empresas do ramo, proprietários e accionistas das grandes multinacionais, entre outros stakeholders.

Entre as figuras, constam nomes como Donald Trump, presidente dos Estados Unidos; Macky Sall, presidente do Senegal; Abdel Fatah Al-Sisi, presidente do Egipto; Muhammad Sanusi Barkindo, secretário-geral da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo); Guido Brusco, vice-presidente executivo da ENI para a África Subsaariana; Patrick Pouyanné, presidente e CEO da multinacional Total; entre outras figuras.

Na sua fundamentação, a Câmara Africana de Energia destacou os feitos do economista moçambicano durante os quatro anos e meio em que esteve à frente da ENH, período no qual reorganizou as contas da empresa e teve um papel chave nas decisões finais de investimento da Eni e Anadarko.

Mithá assumiu o cargo com a missão de colocar a empresa financeiramente pronta para participar da exploração, produção e exportação das enormes reservas de gás natural e petróleo existentes no norte de Moçambique.

“O Dr. Mitha liderou a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique como PCA, desde 2015. Ele actuou como influenciador nas negociações de dezenas de bilhões de dólares em investimentos com impacto na economia de Moçambique”, lê-se na página oficial da Câmara Africana de Energia.

Igualmente, destaca a publicação, o contributo de Omar Mithá garantirá que o boom do gás em Moçambique se traduza em insumos significativos de conteúdo local e transferência de conhecimento, a longo prazo.

“Sua capacidade de impactar a economia local começa com a sua própria liderança sobre a ENH, e os passos que ele tomou para construir uma empresa nacional financeiramente forte, capaz de participar do crescimento da economia local”, reconhece a Câmara.

Eleito Executivo do Ano pela SAIPEC

Quando foi afastado pelo Presidente da República, começou-se a “cozinhar”, nalguma Imprensa, alguns discursos pouco abonatórios, chegando-se a referir que cairá por causa do seu “mau feitio”, mas o tempo mostrou que tudo não passou de estratégia, pois meses depois foi indicado como seu conselheiro para uma área que melhor domina, passando a ser o estratega económico da Presidência da República.

Como se tal não bastasse, acaba de ser considerado Executivo do Ano 2020 ao nível da  África Subsaariana pela Exibição e Conferência Internacional de Petróleo da África Subsaariana (SAIPEC), pela sua liderança nos processos e capacidade de influência nas negociações.

O Dossiers & Factos tentou sem sucesso ouvir a reação de Omar Mithá, que durante o seu percurso em frente da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos jogou um papel importante na busca de soluções para a implementação dos projectos da bacia do Rovuma, passando o nosso país a ser considerado um dos grandes players na área de Oil and Gas.

Durante o seu consulado, a ENH posicionou-se no espaço de LNG no mundo, num contexto de grande crise, entre 2015 e 2017, tendo conseguido uma Decisão Final de Investimento (DFI) em 2017 e outra em Junho de 2019, o que mostra que o nosso país passou a ser visto de forma diferente, o que acabou facilitando a atração de investimentos.

Os dois projectos, ora aprovados, totalizam pouco mais de 30 mil milhões de investimento, com uma capacidade de exportação agregada de perto de 20 milhões de toneladas por ano.

Mithá deixou a ENH numa altura em que se encontrava no meio de um processo de angariação de recursos financeiros para viabilizar a participação da ENH nos projectos da bacia do Rovuma e não só. Ainda neste período, a ENH alargou a sua presença na cadeia de valor e na construção da primeira fase da base logística de Pemba, bastante importante para o conteúdo local.

Actualmente, a empresa apresenta-se bem capitalizada e com um nível de liquidez muito consolidado. Só para se ter uma ideia, é uma das duas empresas públicas e participadas (ENH e CFM) que anualmente, apesar de uma conjuntura adversa, paga dividendos ao Estado.

Refira-se que, apesar das duas distinções serem referentes a 2020, foram atribuídas no ano passado e tornadas públicas recentemente, em eventos distintos, havidos em Fevereiro e Março último.

Mais  Destaques

Scroll to top
Skip to content