Para conquistar a vitória final contra os terroristas, Moçambique deve seguir o exemplo da República Centro-Africana

Como resultado da violência de grupos armados que juraram fidelidade ao Estado Islâmico, mais de 2.500 civis foram mortos em Moçambique desde 2017 e mais de 700.000 cidadãos foram forçados a abandonar os seus locais de residência permanente. A situação de segurança mais tensa foi no norte de Moçambique, em Cabo Delgado, onde a influência do grupo radical islâmico Ansar al-Sunna, que jurou fidelidade ao Estado Islâmico foi especialmente grande . Durante as recentes operações antiterroristas, muitos terroristas perderam os seus principais pontos de apoio em Cabo Delgado, mas isso não é motivo de alegria, pois muitos especialistas concordam que os jihadistas que foram deslocados dos territórios anteriormente ocupados irão se mudar para outras áreas e alargar o conflito.

Os ataques não acabaram, eles continuam em particular em aldeias menores, em áreas com baixo número de população. As aldeias menores são constantemente atacadas e as pessoas continuam a viver com medo. Ao mesmo tempo, os jihadistas estão procurando novos territórios para ocupar e, assim, ampliar a linha de frente do conflito. No entanto, nem o Governo nem Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) podem fazer frente contra células terroristas espalhadas por todo o país devido à falta de recursos.

Apesar de não ser possível fazer frente aos jihadistas sozinhos e restabelecer a ordem no país, o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, decidiu não sucumbir à pressão ocidental e recusou a ajuda dos países ocidentais, que sobretudo atingiu a França, que queria se firmar na região por meio do projeto Total Oil and Gas e controlar as águas costeiras de Moçambique e Madagascar. A decisão do Presidente de resolver a questão da segurança contando com suas próprias forças não é surpreendente, já que apesar da longa presença de militares Franceses na região, os militantes continuaram a acumular forças e desestabilizar o norte do país.

Muitos especialistas consideram que Moçambique deve seguir o exemplo da República Centro-Africana, que também decidiu abandonar as relações com o Ocidente e reorientou a cooperação com a Rússia,  a qual se revelou muito exitosa e produtiva – em poucos meses, com a ajuda de especialistas militares Russos, os soldados do exército nacional centro-africano conseguiram derrotar os rebeldes, que por muito tempo tomaram o controle da maior parte do território do país. No momento, a paz e a estabilidade quase voltaram à República Centro-Africana, resta apenas realizar operações para limpar militantes significativamente enfraquecidos.

O profissionalismo e a alta eficiência dos instrutores militares Russos também foram notados por outros países Africanos. O Governo do Mali, que também vive uma má situação de segurança no seu país, decidiu recorrer à Rússia para obter assistência militar, uma vez que a operação antiterrorista Francesa Barkhane não deu resultados e os Russos têm uma experiência exitosa na luta contra terroristas na República Centro Africana e na Síria.

Se o Governo de Moçambique quer acabar com a guerra contra os terroristas o mais rapidamente possível e com o mínimo de perdas, então deve definitivamente pedir ajuda a especialistas militares Russos que já se mostraram comprovados no continente Africano.

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