Parlamento Juvenil condena declarações da PRM sobre rapto de Matias Guente

 

O parlamento Juvenil de Moçambique condenou as recentes declarações do Comandante da Polícia da República de Moçambique, Bernardino Rafael, que “acusa” os autores da tentativa de rapto do jornalista e editor executivo do jornal Canal de Moçambique, Matias Guente de “quererem criar agitação e confundir as pessoas”, sem antes investigar as causas e motivações do atentado.

Texto: Redacção

Em comunicado, aquela organização da sociedade civil, liderada pelo jovem David Fardo, diz que recebeu com preocupação a informação sobre a tentativa de rapto e agressão física ao Jornalista Matias Guente, do Canal de Moçambique, ocorrido no dia 31 de Dezembro do ano passado.

Para o Parlamento Juvenil a tentativa de rapto do jornalista moçambicano “insere-se no contexto de raptos, tortura e assassinatos de jornalistas, académicos e membros da sociedade civil, de partidos políticos e da magistratura judicial que tem se empenhado no fortalecimento democrático, na busca de justiça e no alcance da paz efectiva”.

O parlamento Juvenil escreve, num comunicado recebido na nossa redacção, que a história recente ecoa Gilles Cistac, José Jaime Macuane, Ericino de Salema, Jeremias Pondeca, Anastácio Matavele, como os nomes mais sonantes desses atentados que tem um denominador comum: nunca houve responsabilização.

O Parlamento Juvenil considera que nas suas declarações, o Comandante da Polícia da República de Moçambique, Bernardino Rafael, minimizou o caso ao referir que os autores do crime só querem agitar e distrair as pessoas.

“Preocupam-nos ainda mais as declarações do Comandante da Polícia da República de Moçambique, Senhor Bernadino Rafael, que minimizou o caso, acusando os actores materiais desta vergonha democrática como meros aproveitadores que queriam criar agitação e confundir as pessoas”, frisa a nota.

Na visão desta agremiação da sociedade civil, em contexto democrático, estas declarações são infundadas, porque “toda e qualquer forma de agressão à jornalistas, sempre representa um atentado a liberdade de expressão e um recuo à democracia, ao estado de direito e aos direitos humanos”.

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