PES 2021: Governo aposta na agricultura e na criação de emprego

 

A proposta do Plano Económico e Social (PES) do próximo ano, em discussão na Assembleia da República (AR), prevê que o Governo vai adoptar uma economia mais diversificada e competitiva, intensificando os sectores produtivos com potencial para elevar a geração de renda e criação de mais oportunidades de emprego.

O documento diz que, o Governo espera uma recuperação gradual da actividade económica baseada na melhoria da actividade dos sectores da Agricultura, Pesca, Turismo e Infraestruturas, onde permitirá a inclusão na força de trabalho de significativa camada da população em cerca de 70%, possibilitando desta forma uma rápida redução dos níveis de pobreza.

No documento, a proposta do Executivo de Filipe Nyusi refere que com o programa SUSTENTA, o sector agrário poderá gerar um valor total da produção de cerca de 250 milhões de dólares norte-americanos.

A campanha agrícola 2020/2021 prevê que a produção de cereais atinja 2.9 milhões de toneladas, representando um crescimento de 3% face a safra anterior, cerca de 900 mil toneladas de leguminosas, 22.5 milhões de toneladas de raízes e tubérculos e três milhões de toneladas de hortícolas.

Nos cereais, o destaque vai para a produção de cerca de 2.2 milhões de toneladas de milho e 384 mil toneladas de arroz. Estes níveis de produção serão garantidos pelo aumento das áreas de cultivo, uso da tracção animal, mecanização agrícola, de semente melhorada, fertilizantes e pesticidas.

No que tange ao desenvolvimento das Infraestruturas constitui prioridade do Governo para o ano de 2021, a expansão da rede sanitária, com enfoque para o projecto “1 Distrito, 1 Hospital”.

Entretanto, e para assegurar a materialização do Projecto de Gestão Integrada de Agricultura e Recursos Naturais, o Governo vai contratar e capacitar 1.775 extensionistas agro-pecuários para assistir a cerca de 1.5 milhão de famílias.

Num dos seus pressupostos, o PES toma como base a evolução do desempenho socioeconómico registado no primeiro semestre de 2020, influenciado por uma série de entraves, destacando a desaceleração da economia, insegurança no centro e norte, redução do fluxo do Investimento Directo Estrangeiro e baixo volume de importações e exportações

 

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