PM diz que terrorismo ameaça soberania e integridade territorial do país

 

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse esta quarta-feira no Parlamento, que as acções terroristas que assolam alguns distritos da província de Cabo Delgado, são uma ameaça à soberania e integridade territorial do país.

No seu discurso, na sessão plenária de perguntas ao Governo, o governante explicou ainda que tais ataques “não podem ser vistos apenas como uma ameaça à ordem e segurança públicas em Cabo Delgado, mas devem ser considerados também como um atentado a integridade moral e física de todos os moçambicanos”.

Frisou que, actualmente, o país regista cerca de 723 mil deslocados internos, o correspondente a 157 mil famílias, das quais 140 mil estão acomodadas em vários distritos da província de Cabo Delgado e 17 mil nas províncias de Nampula, Zambézia, Niassa, Manica, Sofala e Inhambane.

Informou que o Governo, com o apoio de parceiros tem estado a prestar assistência humanitária a 715 mil pessoas que se encontram nos centros transitários de acomodação, nas famílias acolhedoras na cidade de Pemba e nos distritos circunvizinhos.

O PM saudou a crescente onda de solidariedade interna e externa aos concidadãos afectados pelo terrorismo, apelando aos moçambicanos “e a todas as pessoas de boa vontade a se juntarem a este amplo movimento de solidariedade de modo a continuarmos a mitigar o sofrimento causado a população pelos grupos terroristas”.

Classificou o terrorismo como um fenómeno global, e cuja prevenção e combate, para além de acções internas, exige a tomada de medidas colectivas a nível regional, continental e internacional.

Para tal, Do Rosário, fez saber que o Governo tem vindo a reforçar os diferentes domínios de cooperação bilateral e multilateral, com destaque para a SADC.

Advertiu, porém, que “não se pode perder de vista que alguns desses domínios de apoio e assistência ao combate ao terrorismo são de carácter militar. Por isso, o tratamento deste tipo de matérias sensíveis é geralmente reservado as Forças de Defesa e Segurança”.

Lembrando que a responsabilidade primária do combate ao terrorismo pertence aos moçambicanos, o Primeiro-Ministro, informou que “ o país tem vindo a reforçar a sua capacidade interna em diferentes frentes de prevenção e combate ao terrorismo, incluindo a modernização da capacidade operativa das Forças de Defesa e Segurança”.

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