Polícia nega ocorrência do ataque reivindicado pelo Estado Islâmico

 

A polícia da República de Moçambique, negou, esta tarde, a ocorrência de qualquer ataque  com baixas no exército moçambicano, na passada segunda-feira, na província de Cabo Delgado, tal como o Estado Islâmico supostamente reivindicou em comunicado reproduzido pelo portal de inteligência militar especializado em monitora da actividade on-line de organizações de supremacia branca e jihadistas, denominado “Site Intelligence Group (SIG)”.

Texto: Dossiers & Factos

“A polícia distancia-se desta informação e abstém-se de fazer quaisquer comentários. A informação para a Polícia não é verdadeira”, disse Orlando Modumane, porta-voz da PRM em conferência de imprensa realizada em Maputo.

Recorde-se que o grupo radical Estado Islâmico garante ter repelido um ataque do exército moçambicano na passada segunda-feira, em Metubi, no distrito de Mocímboa da Praia, na província moçambicana de Cabo Delgado, do qual diz terem resultado vítimas sem, no entanto, dar muitos detalhes.

“Com o sucesso dado por Alá Todo-Poderoso e no âmbito da ‘Batalha do Atrito’, ontem, os soldados do Califado, conseguiram repelir um ataque do exército cruzado de Moçambique na vila de Metubi, na área de Mocímboa, onde eles foram confrontados com uma variedade de armas, incluindo granadas de propulsão de foguete, deixando mortos e feridos entre eles e Alá fê-los recuar”, lê-se no portal que temos vindo a citar.

Desde 2017, as FDS tem combatido um exército sem rosto, do qual não se conhece a proveniência, os objectivos, muito menos o comando operativo, tendo já sido conotado com o Al-Shabab e outras caracterizações. Recentemente, o Comandante Geral da Polícia, Bernardino Rafael, mostrando haver alguma falha nos serviços secretos do país, trouxe uma nova caracterização do grupo, referindo que era financiado por antigos chefes do garimpo e traficantes de pedras preciosas, bastante abundantes naquele ponto do país.

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