Por ocasião do 1º de Maio: ND exige que Junho seja o início e o fim de negociações salariais justas

 

Celebra-se este sábado 1º de Maio o Dia Internacional do Trabalhador, numa altura em que o meio laboral é marcado por insegurança e incerteza resultante da pandemia da Covid-19.

Em comunicado enviado a nossa redacção, o partido Nova Democracia solidariza-se com os trabalhadores, os quais chama de incansáveis combatentes e heróis da economia do país.

Para o ND esta efeméride celebra-se para reivindicar os direitos e reflectir sobre o papel do trabalhador no presente e no futuro em Moçambique e no mundo.

“Por ocasião da comemoração do Dia Internacional do Trabalhador, 1º de Maio, a Nova Democracia saúda e encoraja à todos trabalhadores Moçambicanos. Preocupa-nos o facto de que os trabalhadores em Moçambique enfrentem um contexto já normalizado de fome, exclusão, precariedade, insuficiência de oportunidades de qualificação, marginalização, desigualdades sociais, carreiras profissionais congeladas e incertezas perante uma concertação social de posições decadente e em férias prolongadas”, lamenta.

Para o partido Nova Democracia, os trabalhadores enfrentam um presente dificílimo para um futuro desafiante, em um país de corrupção endémica onde se combate os pobres e não a pobreza.

“Assinalamos o 1º de Maio com milhares de empregos perdidos e muitos outros precarizados, numa condição agravada pelo terrorismo em Cabo Delgado, pela tensão militar na região Centro, pela covid-19 e pelos efeitos adversos dos choques climáticos um pouco por todo o país, gerando insegurança generalizada e violentos atropelos à legislação laboral”, acrescenta.

A fonte frisa que os últimos tempos têm naufragado a esperança de milhões de moçambicanos, variando entre os que foram brutalmente retirados do sector informal sem a criação de mercados alternativos e, os que são compulsivamente retirados das regiões ricas em recursos ou veem a promessa da economia extractivista transformada em pesadelo, elevando o exército de desempregados no país.

O partido destaca que de um aumento salarial em 2017 que só abrangeu quem auferia o salário mínimo, a situação da reforma da política salarial vai se deteriorando ao longo do tempo, derrapando do aumento de 6.5% correspondente à 259 Meticais em 2018, à anulação do habitual reajuste em 2020, para o adiamento das negociações incertas para este ano. Em meio à todo este cenário, o cidadão comum é o último nos benefícios enquanto os dirigentes de topo desconhecem qualquer sacrifício.

“O sistema de discussão do salário mínimo à reboque dos empregadores, torna os trabalhadores presos a salários irrealistas, fazendo com que nem mesmo as empresas com capacidade para pagar mais o façam. Enquanto o Metical dá sinais de reanimação, os preços do pão, dos produtos de primeira necessidade, enfim da cesta básica, teimam em ameaçar subir, significando menos meticais nos bolsos dos cidadãos e mais despesas na conta familiar. É este trabalhador depauperado com sua renda expropriada, mesmo sendo fiel nos seus impostos, que desconhece os critérios de selecção dos beneficiários do fundo de assistência no quadro da covid-19, o qual ao fragmentar a pobreza por bairros, frustrou a promessa de priorizar os moçambicanos mais impactados pela pandemia. À somar a todo este cenário, a violência, o assédio sexual, a discriminação de género, a exclusão e o extremismo político não raras vezes resultam em demissões sem justa causa camuflados no discurso de pandemia. É assim que a Nova Democracia exige que Junho seja o início e o fim de negociações salariais justas e participativas em 2021”, defendeu.

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