PR reconhece que não vai ser possível desarmar a Renamo até 15 de Outubro

 

Três semanas depois do Chefe do Estado, Filipe Nyusi e o presidente da Renamo, Ossufo Momade terem chegado a um consenso sobre a necessidade de acelerar o processo de Desarmamento Desmobilização e Reintegração (DDR) dos homens armados da Renamo para que as partes possam assinar um acordo de Paz nos primeiros dias de Agosto próximo, o Presidente da República reconhece que não vai ser possível concluir o processo do DDR até as eleições gerais de 15 de Outubro próximo.

“Estamos a trabalhar no sentido de podermos ir as eleições com processo de desarmamento em curso. O processo de integração vai levar mais tempo”, declarou o Presidente da República à margem da sua visita oficial ao Egipto, respondendo a uma pergunta do Dossiers & Factos.

Relativamente a crise na Renamo, que, de certa forma belisca os entendimentos até aqui alcançados, pois uma das alas militares ameaça não entregar armas sob comando de Ossufo Momade, o Chefe do Estado garantiu que falou com o presidente da Renamo e este manteve o mesmo espírito.

“Antes de Ontem falei com Ossufo Momade e não senti alguma alteração do previsto. É um problema que a Renamo tem e ele me disse que aqueles são, de facto, da Renamo. Em todas as organizações há problemas e é preciso que ele encontre equilíbrio que consiga responder aos anseios de todos”, disse o PR.

Na ocasião, revelou que ainda na semana finda houve mais um encontro dos grupos de trabalho e as partes voltaram a encontrar-se hoje.

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