Primeiro hospital de coronavírus da China abre após 48 horas de construção

 

Demorou apenas dois dias para 500 trabalhadores construírem o primeiro hospital dedicado a coronavírus da China, na província de Hubei, e mais dois devem ser inaugurados em Wuhan, em poucos dias.

Texto: Mirror

A China abriu seu primeiro hospital de coronavírus depois que cerca de 500 trabalhadores e voluntários passaram apenas 48 horas convertendo um prédio vazio.

O prédio médico seria inaugurado em maio, mas, após o elevado índice de morte morte, a pressão para concluir foi maior.

Agora, possui cerca de 1.000 camas, e o primeiro lote de pacientes com coronavírus foi transferido por volta das 22h30 da noite passada.

O hospital, chamado Centro Médico Regional da Montanha Dabie, em Huanggang, também possui água, eletricidade e internet.

Espera-se aliviar um pouco da pressão sobre médicos e enfermeiros na província de Hubei – o epicentro do surto – onde hospitais sobrecarregados estavam ficando sem camas, máscaras e outros suprimentos à medida que eram inundados por pacientes.

Atualmente, dois hospitais também estão sendo construídos do zero, para tratar pacientes com o vírus da SARS que matou mais de 130 pessoas no país.

Centenas de trabalhadores estão correndo para construir um segundo hospital, chamado Huoshenshan ou Fire God Mountain Hospital.

As equipes têm como objetivo finalizar a instalação de 1.000 leitos, que cobre seis acres no subúrbio de Wuhan, em menos de duas semanas, com os primeiros pacientes chegando em 3 de fevereiro.

Um terceiro hospital, também está sendo construído, devendo ser inaugurado a 5 de fevereiro e há planos para um quarto.

A terceira instalação é chamada Leishenshan, ou o Thunder God Mountain Hospital.

Também está localizado em Wuhan, a cidade de 11 milhões de habitantes, onde acredita-se que o vírus da gripe se espalhou para os seres humanos em um mercado de animais selvagens.

Essa instalação de 60.000 metros quadrados (14 acres) terá 1.600 camas – 300 a mais do que o originalmente planejado – e dormitórios para mais de 2.000 equipes médicas.

Os hospitais da província de Hubei estão lutando em meio à crise que matou pelo menos 136 pessoas e infectou mais de 6.000 na quarta-feira à tarde.

Cerca de 60 casos, mas nenhuma morte, foram relatados em 15 outros países, incluindo França, Alemanha, EUA, Cingapura, Malásia, Vietname, Japão, Coréia do Sul e Emirados Árabes Unidos.

A Grã-Bretanha testou mais de 100 pessoas para o vírus, mas todos os resultados foram negativos.

O Reino Unido planeja resgatar britânicos presos na província de Hubei, cuja capital está trancada em Wuhan, onde os vôos são aterrados e o transporte público é interrompido, impossibilitando que as pessoas saiam sozinhas.

O primeiro vôo de repatriamento deve sair na quinta-feira.

Isso vai ocorrer depois que os EUA e o Japão evacuarem seus cidadãos da cidade em quarentena.

A British Airways suspendeu voos para a China continental depois que o Ministério das Relações Exteriores desaconselhou todas as viagens, exceto as essenciais, ao país.

Quase todos os casos de coronavírus ocorreram na província central de Hubei. Mas, no que poderia ser um grande passo para domesticar a doença, cientistas na Austrália disseram ter desenvolvido uma versão em laboratório do coronavírus, a primeira a ser recriada fora da China.

O número de casos na China ultrapassou a contagem de 5.327 infectados pelo coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) que matou cerca de 800 pessoas em todo o mundo em 2002 e 2003.

No entanto, alguns especialistas acreditam que a nova cepa não é tão mortal quanto a SARS.

Como outras infecções respiratórias, coronavírus é transmitida por gotículas de tosse e espirro, com um tempo de incubação entre um e 14 dias.

Há sinais de que se pode espalhar antes que os sintomas apareçam.

 

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