Resultado do Fundo da Paz: combatente explora única bomba de combustível em Murrupula

 

Com a entrada de funcionamento da única bomba de combustível, que alivia sobremaneira o distrito de Murrupula, na província de Nampula, começa a ficar cada vez mais claro o impacto dos projectos em curso, e desenvolvidos por Combatentes, como um indicador da funcionalidade de programas de financiamento do Fundo da Paz e Reconciliação Nacional. Jamu Mussagy, antigo tenente das extintas, Forças Armadas de Moçambique é um espelho e exemplo de sucesso na implementação de actividades de geração de renda que propicia postos de trabalho e abre horizonte próspero que responde aos desafios do Governo local.

Texto: Lourenço Chapo, em Nampula

A exploração da bomba de combustível, na vila sede do distrito de Murrupula a 78 km da cidade de Nampula converge um duplo valor na mente do Combatente Jamu Mussagy, isso porque, por um lado juntou um antigo sonho de se tornar pequeno gestor de comércio de combustíveis e por outro lado, em ter terminado com um antigo problema da população de Murrupula, que para abastecer as viaturas e motorizadas recorria a revendedores informais, sob todo risco e a custos bastante onerosos.

O martírio dos murrupulenses viria a ter fim, depois que o Combatente requereu ao FUNAE (Fundo Nacional de Energia) em 2016 a exploração da bomba de combustível instalada no distrito. Depois de ter sido autorizado, eis que o Combatente aproxima o Fundo Da Paz e Reconciliação Nacional pedindo um financiamento de 500.000 mts, valor inicial necessário para aquisição do primeiro lote de combustível e derivados para a revenda nas bombas.

O Fundo de Paz fez uma avaliação técnica e económica da iniciativa do Combatente e em tempo oportuno financiou o projecto. Volvidos quatro anos do exercício da actividade de venda de combustível, o mutuário já reembolsou um pouco mais de 370.000,00 meticais, aos cofres do Fundo da Paz, uma cifra que corresponde a 80% do crédito concedido.

Na óptica do Jamu Mussagy, o prazo para a total liquidação do crédito esta fixada para finais do primeiro trimestre do ano 2021.

“Quero correr com amortizações para ver a possibilidade de negociar com Fundo da Paz a um novo financiamento que permita-me implantar a segunda bomba na estrada Nacional N.1, porque já tenho espaço e só aguardo a autorização de exploração por parte do governo do distrito de Murrupula”, fez saber o Combatente.

Recentemente o mutuário recebeu uma visita do Director Executivo do Fundo da Paz e reconciliação Nacional no âmbito da monitoria aos projectos financiados. Estevão Muiya apreciou com agrado a evolução do negócio, pelo facto de a sociedade estar a testemunhar o engajamento de um dos filhos que serviu a pátria na defesa de soberania e integridade territorial no passado, mas que hoje se envolve na luta contra a pobreza.

O titular do Fundo da Paz ficou mais impressionado ainda, quando soube que a bomba emprega seis pessoas do distrito, dentre as quais 3 filhos de antigos seus colegas no exército.

“Hoje sentimo-nos orgulhosos e encorajados pela atitude abnegada e de responsabilidade com que os recursos disponibilizados foram aqui empregues e recomendamos que este espírito de luta seja replicado aos outros colegas que tiveram a mesma oportunidade”, enfatizou Mwiya, para depois acrescentar que o Fundo da Paz tem vindo a fazer consultas no seio dos Combatentes através das suas organizações colectivas, para encontrar a melhor formula que estimule os mutuários a cumprirem com os planos de amortizações dos valores investidos em diferentes projectos dos Combatentes.

Só com bons níveis de reembolso se pode dar a devida robustez a instituição e por via disso financiar outros projectos em carteira, finalizou o Director do Fundo da Paz.

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