Segundo Ragendra de Sousa: industrialização deve vir da mineração

 

A industrialização em Moçambique deve vir da mineração, tal como defendeu, recentemente, em Maputo, o ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, durante um seminário intitulado “Desafios do Sector Industrial e Medidas para a sua Alavancagem”. O governante ainda referiu que “os próximos cinco anos de governação são vistos como de industrialização.

Texto: Arão Nualane

Para mostrar que é preciso trabalhar para que a industrialização seja uma realidade no país, o titular da pasta da Indústria e Comércio em Moçambique lembrou que a Coreia do Sul, em 1974, tinha como seu Produto Interno Bruto (PIB) cerca de USD 987 mil per capita.

Entretanto, no mesmo ano, e num momento em que Moçambique era colonizado, tinha o PIB mais elevado, ou seja, que rondava os USD 1040, o que equivale a dizer que o nosso país tinha uma economia mais rica que a dos sul-coreanos. Contudo, o cenário actualmente mudou e a Coreia do Sul está muito acima de nós.

Ainda assim, Ragendra de Sousa considera que a área económica continua a ser uma das prioridades na transformação da economia, de forma a dar um salto qualitativo no crescimento do PIB, o que, no seu ponto de vista, pode aumentar a competitividade e permitir uma entrada no mercado estrangeiro.

A fonte observa ainda que “é necessário que o empresariado tenha um financiamento à altura e informação sobre a matéria-prima.”

“É preciso aumentar a produção industrial”

Mateus Matusse, director nacional da Indústria, defendeu, entre outras ideias, a necessidade de ser aumentada a produção industrial, uma vez que o PIB nacional tem estado em declínio. É também necessário trazer a “robustez” do PIB promovendo o conteúdo local, assim como definir as indústrias prioritárias, associando isso à redução das importações.

Solução da revitalização industrial está mais próxima

Vislumbra-se uma “luz no fundo do túnel”, pois o dinheiro para a revitalização da indústria em Moçambique, provavelmente, estará disponível até ao próximo mês de Dezembro, e poderá contribuir em cerca de 9% no PIB. Esta informação foi avançada por Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional de Investimento (BNI).

A fonte referiu que o BNI pretende agregar valor a esta iniciativa, daí ser necessário trazer produtos que se ajustam à realidade moçambicana, e que os projectos devem ter bancabilidade quando vão ao mercado.

Outra “boa nova” revelada também pelo representante do BNI é que existem outras instituições financeiras internacionais também interessadas em financiar o projecto, tal como são os casos do Banco Mundial e investidores chineses.

Trata-se de uma iniciativa que já existe há sensivelmente oito meses e que nasce de uma assinatura de um memorando entre o Ministério da Indústria e Comércio, Banco Nacional de Investimento e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

 


 “Precisamos de ter um sistema financeiro comportado”

 

Entretanto, o presidente da CTA, Agostinho Vuma, também diz ser necessária a existência de um “sistema financeiro comportado, para que as taxas de juro sigam ao encontro dos objectivos do empresariado e do país.”

Para este empresário, “é imperioso que se comece a trabalhar com metas, para que o que estamos a fazer seja mensurável”. Aliás, antes disso, o presidente da CTA disse aos presentes que a redução de cerca 300 médias empresas no período de 2003 a 2015 significou uma perda do valor acrescentado bruto da indústria manufactureira em cerca de 9,4%.

Mais  Destaques

Scroll to top
Skip to content