Shoprite de Magoanine acusada de vender produtos “podres”

– “Nem aos cães servimos esse tipo de alimento”- insurge-se uma cliente lesada

 

Uma unidade da cadeia de lojas Shoprite, localizada no bairro de Magoanine, na cidade de Maputo, é acusada de vender aos seus clientes produtos deteriorados. O caso foi denunciado por uma cliente, por sinal assídua, que terá comprado vorse “podre”, já com alguns vermes, tal como ilustra a imagem de destaque.

Texto: Maidone Capamba

A vítima, que trouxe o assunto a tona, é uma cidadã nacional que, através de uma das plataformas de denúncia da Inspecção das Actividades económicas (INAE) partilhou a sua indignação convicta de que aquela instituição poderia dar o devido seguimento, mas até então, esta não moveu sequer uma palha para averiguar aquela situação que põe em causa a saúde pública.

O Dossiers & Factos acompanhou a devolução do produto em causa. No local, a lesada explicou aos responsáveis que o vorse que lhe havia sido vendido no dia anterior, segunda-feira (10 de Maio) no valor de 302 meticais, não era digno de consumo porque continha vermes, que podem ser prejudiciais à saúde.

Já ao jornal ressalvou que valeu a sua atenção, embora quatro membros da sua família, que não tiveram o mesmo cuidado, tenham consumido o produto.

“Nem aos cães servimos esse tipo de alimentos. Infelizmente não é a primeira vez que venho comprar alimentos aqui”, revelou.

Mas, para o nosso espanto, os funcionários, levaram este caso na desportiva e o “pedido de sinceras desculpas” veio como se de um favor se tratasse. Confrontada pela nossa reportagem, a gerência daquela unidade recusou gravar entrevista, mas prometeram averiguar o problema, resistindo a retirada dos restantes produtos do género das prateleiras.

Até à nossa saída, havia muito mais vorse nas prateleiras, sendo comercializado como se nada tivesse acontecido, o que deixa depreender que há ainda muitos clientes que poderão estar expostos ao consumo daquele produto deteriorado.

Mesmo com alguma ameaça de convidar a INAE para Inspecção, o funcionário disse de ânimo leve que não temia qualquer tipo de acção, denunciando gozar de algum tipo de protecção, num país em que o tráfico de influência é sintomático, sobretudo na classe empresarial.

Alguns cidadãos interpelados na ocasião repudiaram a acção daquela unidade comercial e foram unânimes em apelar a denúncia desse tipo de casos.

Entretanto, lembre-se que de um tempo a esta parte, as fiscalizações da INAE que chegaram a estar a velocidade de jacto, culminando com o encerramento de vários estabelecimentos, foram subitamente interrompidas e aquela instituição voltou a reduzir-se a sua insignificância.

A margem da 54ª edição da FACIM, em Setembro do ano passado,  o Dossiers & Factos questionou a inspectora-geral da INAE,   sobre o seu aparente desaparecimento das actividades inspectiva, Maria Freitas  justificou que encontrava de férias e que voltaria à carga, mas não passou de um simples louvor. O nosso jornal sabe que há alguma pressão dos seus superiores hierárquicos por alegadamente interferir nos interesses de alguma elite.

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