Suspensão de cabaz deixa reformados da RM revoltados

A direcção da Rádio Moçambique comunicou, a 18 de Dezembro, que os trabalhadores reformados da instituição não terão direito ao tradicional cabaz do fim de ano. Três dias depois, a emissora anunciava “falta de disponibilidade financeira” para o pagamento do 13º salário ao mesmo grupo. Os pensionistas e reformados da RM estão revoltados e prometem lutar pelos “seus” direitos.

A direcção dos recursos humanos da rádio pública socorre-se de “dificuldades financeiras” para justificar os “cortes”. “Dadas as dificuldades financeiras que actualmente [a empresa] enfrenta e no âmbito das medidas de contenção das despesas, a RM tem vindo a reduzir o leque de beneficiários do cabaz”, lê-se no documento emitido a 18 de Dezembro.

A notícia caiu mal no seio dos reformados e pensionistas, mas mais uma notícia desagradável estava a caminho. A 23 de Dezembro, a direcção dos recursos humanos, liderada por Vicente Banze, emitiu uma segunda nota, através da qual informava aos reformados e pensionistas que “a RM ainda não tem disponibilidade financeira para o pagamento do 13º vencimento”. A nota acrescenta que a estação pública está à espera da orientação do governo.

As “vítimas” destas medidas estão indignadas, e revelam que o corte do cabaz e do 13º vencimento é só o culminar de um processo de exclusão que iniciou já há algum tempo. “Começaram por um lado aparentemente inofensivo: ignorar os reformados nos festejos do dia da RM (02 de Outubro)”, lembrou uma fonte da empresa.

Sobre a situação, Luiza Menezes, uma das “ilustres” reformadas da estação emissora, fez uma publicação curiosa na sua conta do facebook. “O meu primeiro desejo desta quadra é para todos aqueles que são imunes à reforma. Por outras palavras, que nunca vão reformar! Boas festas!”, ironizou.

Post de Luiza Menezes no facebook

 

Naguibo cada vez mais impopular

Os reformados e pensionistas da Rádio Moçambique prometem “lutar pelos nossos direitos”. Ponderam mesmo avançar para a criação de uma “Associação de aposentados da RM”, já que consideram o SNJ e o SINTAC “sindicatos decorativos”.

Aquele grupo está indignado com o actual Presidente do Conselho de Administração, Abdul Naguibo, de quem se diz estar a enfrentar altos níveis de impopularidade por conta dos supostos desmandos na instituição.

 

 

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