Último ataque seria retaliação  pelo “rapto” da família de André Matsangaíssa Júnior

 

Embora a Junta Militar da Renamo, liderada por Mariano Nhongo, não o tenha ainda reivindicado, o ataque da última Terça-feira, que visou um autocarro de passageiros e dois camiões, havendo relatos de pelo menos uma dezena de mortos, pode ser uma retaliação do grupo contra um suposto “rapto” da família de André Matsangaisse Júnior, sobrinho do fundador da Renamo.

Dias antes do ataque, que pode ser o mais mortífero de sempre e que reduziu em cinzas um autocarro da companhia “Angolano”, Mariano Nhongo havia denunciado um suposto rapto da família de um dos seus guerrilheiros, membro de uma família tradicional da Renamo. Na verdade, falou da ocorrência de uma série de raptos dos seus membros e seus familiares em vários distritos da região centro do  País, muitos dos quais acabam sendo encontrados mortos dias depois de desaparecerem.

“O rapto ocorreu por volta das 9 horas, na sua residência, no bairro de Nhamanyonia, em Chimoio, quando um grupo de homens fortemente armados, vestidos a farda das FDS, raptaram os três filhos do André e a sua esposa. Passado algum tempo, ligaram para o nosso general a exigir que se apresentasse no quartel militar de Chimoio ou da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), localizada no bairro 7 de Abril até amanhã (passada Quinta-feira, às 10 horas, caso contrário, não iria ver mais a sua família”, revelou Mariano Nhongo a partir da parte incerta.

Na ocasião, Nhongo ameaçou uma retaliação caso a família de André Matsangaisse Júnior não fosse restituída a liberdade.

 “Onde entra a mulher do André. Marido dela que é militar, onde é que entra a mulher? É militar? Isto não é bom, então nós ordenamos ao nosso general para que não se apresente a lado nenhum, pois vamos resolver de uma outra maneira. Isto é provocar guerra e morte de muitas pessoas”, ameaçou Nhongo.

Recorde-se que ainda na mesma semana, Mariano Nhongo ameaçou promover ataques em larga escala, caso o Chefe do Estado, Filipe Nyusi, seja proclamado pelo Conselho Constitucional e tome posse a 15 de Janeiro próximo.

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