Vale de Limpopo será primeira Zona Económica Especial Agrícola do país

 

O Governo pretende transformar 100 mil hectares do Vale de Limpopo na primeira Zona Económica Especial Agrícola do país. Para que isso aconteça, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, assumiu o compromisso de investir, na próxima campanha, 600 milhões de meticais, que vão financiar o arranque do plano de reestruturação daquele importante vale.

A informação foi tornada pública, semana finda, por Celso Correia, que falava em Xai-Xai, província de Gaza, na reunião do lançamento do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Vale do Limpopo.

Na ocasião, destacou que o evento marca o pontapé de saída da definição de uma nova estratégia de desenvolvimento daquela área económica, especial e que foi antecedido por um trabalho de base no terreno, decorrido ao longo dos últimos três meses.

O encontro, segundo o governante, demonstra o compromisso redobrado do Governo de Moçambique para com o desenvolvimento do regadio do Vale de Limpopo, e tem como objectivo principal, a atracção de investimento privado, que deve respeitar, em primeiro lugar, a integração das famílias nas cadeias de valor produtivas.

“Sempre que se fala em uma visão para o Vale do Limpopo, os nossos pensamentos são carregados de uma ambição na dimensão do seu potencial, mas a história mais recente mostra que precisamos de caminhar com os pés bem assentes no chão, por isso, o primeiro passo para a vertente que se pretende passa por explorar ao máximo o potencial instalado e aumentar a produção e produtividade”, explicou, acrescentando que “o Vale do Limpopo é um ‘monstro adormecido’, que será acordado com a nossa principal cultura, a cultura de trabalho, trabalho, trabalho”.

A região sul do país, composta pela Cidade de Maputo e pelas províncias de Gaza, Inhambane e Maputo, tem grande predominância de zonas semi-áridas, por isso, para o ministro, esta realidade representa um desafio para a prática da agricultura em sequeiro, conferindo, a todas as áreas junto aos cursos de água, um estatuto de importância estratégica para a prática da agricultura e desenvolvimento económico destas províncias.

Na ocasião, Celso Correia fez saber que, dos 33 mil hectares da área infra-estruturada do regadio de Chókwè, somente estão em exploração 14 mil hectares, equivalentes a 41%. Já o Regadio do Limpopo, com potencial de 70 mil hectares, 17 mil infra-estruturados, apenas 7600 hectares estão em exploração, equivalente a 44%.

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